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O que é uma VPN e como ela funciona?

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Acar Diveroli
Autor: Acar Diveroli
Notebook desenhado com pontos, túnel em meio-tom com um cadeado azul pontilhado, uma torre de servidor VPN e um globo

Você conecta o notebook ao Wi-Fi do saguão de um hotel, e o programa que a sua empresa instalou pergunta se deve ativar a VPN antes de você abrir o e-mail do trabalho. No celular, a loja de apps lista página após página de apps de VPN, muitos gratuitos, todos prometendo "privacidade" e "segurança". Os dois se chamam VPN. No entanto, um é uma porta para a rede da sua empresa, e o outro é uma empresa da qual você nunca ouviu falar e que agora transporta todo o seu tráfego.

Este post explica o que é uma VPN e de onde vem o nome, o que acontece com o seu tráfego passo a passo e o que uma VPN esconde e o que deixa à vista. Em seguida, compara os protocolos de VPN que aparecem nas configurações dos apps, mostra como ativar e desativar uma VPN no Windows, no iPhone e no Android, avalia se as VPNs gratuitas são seguras e termina com as tarefas em que um proxy é a ferramenta mais adequada.

O que é uma VPN?

Uma rede privada virtual foi, primeiro, uma ferramenta para empresas. Uma empresa tem uma rede privada no escritório: servidores de arquivos, sites internos, impressoras. Um funcionário que trabalha de casa ou do escritório de um cliente precisa acessar esses sistemas como se estivesse na própria mesa, lá dentro. A VPN torna isso possível pela internet comum. Ela é "virtual" porque não existe um cabo privado entre os dois lugares, e "privada" porque o tráfego entre as duas pontas é criptografado, de modo que as redes no meio do caminho não conseguem lê-lo.

A página de ajuda da Microsoft sobre VPN no Windows ainda descreve o recurso nesse primeiro sentido: uma conexão mais segura com a rede da sua empresa e com a internet, por exemplo quando você trabalha em um café. Essa é a VPN que o departamento de TI instala.

A VPN para uso pessoal veio depois. Ela usa a mesma tecnologia, mas o túnel não termina na sua empresa. Termina em um servidor mantido pela empresa de VPN, e de lá o seu tráfego segue para a internet aberta. Você paga uma assinatura (ou usa um app gratuito), escolhe no app a localização de um servidor e toca em um botão para conectar. Quando alguém diz hoje "eu uso VPN", quase sempre é disso que está falando.

Como funciona uma VPN?

Primeiro, dois termos. Criptografia é embaralhar os dados de forma que só quem tem a chave certa consiga torná-los legíveis de novo. Túnel significa que cada pedaço do seu tráfego é embrulhado dentro de outro pedaço de tráfego endereçado ao servidor VPN, como uma carta colocada dentro de um segundo envelope com outro endereço escrito.

Veja o que acontece quando você toca em "Conectar":

  1. O app e o servidor VPN se reconhecem. Eles verificam as chaves ou os certificados um do outro e combinam chaves de criptografia novas para esta sessão.
  2. Seu dispositivo ganha um adaptador de rede virtual. O sistema operacional passa a enviar todo o tráfego de saída para esse adaptador, em vez de mandá-lo direto para o Wi-Fi ou para a conexão móvel. O Windows mostra um pequeno escudo azul no ícone de rede; o Android mostra um ícone de chave na barra de status.
  3. Cada pacote é criptografado e embrulhado. A requisição de uma página web é criptografada e colocada dentro de um novo pacote cujo único destino visível é o servidor VPN.
  4. Seu provedor de internet transporta o pacote embrulhado. A rede Wi-Fi e o provedor veem dados indo para o endereço do servidor VPN. Não conseguem ver para qual site é a requisição.
  5. O servidor VPN desembrulha o pacote e o encaminha. O servidor descriptografa o pacote e envia a requisição ao site a partir do próprio endereço IP.
  6. A resposta faz o mesmo caminho de volta. O site responde ao servidor VPN, o servidor criptografa a resposta e a envia pelo túnel, e o seu dispositivo a descriptografa.

Como o site só conversa com o servidor VPN, ele vê o endereço IP do servidor e a localização associada a ele. O seu endereço real fica entre você, o seu provedor de internet e o provedor de VPN.

O que uma VPN esconde e o que ela não esconde?

Uma VPN muda o ponto em que o seu tráfego se torna legível. Ela não elimina esse ponto. A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) resume isso em uma linha no seu guia sobre apps de VPN: uma VPN apenas transfere a confiança do seu provedor de internet ou de Wi-Fi para o provedor do app de VPN.

Quem ou o quêSem VPNCom VPN
Dono do Wi-Fi e provedor de internetOs nomes dos sites que você visita, quando e quanto de dadosSó que você troca dados criptografados com um único servidor VPN, quando e quanto
Provedor de VPNNão participaO que o seu provedor de internet via antes: nomes de sites, horários, volumes
Sites que você visitaSeu endereço IP público e sua localização aproximadaO endereço IP e a localização do servidor VPN
Suas contas logadas e seus cookiesIdentificam vocêContinuam identificando você
O fingerprint do seu navegador (tamanho da tela, fontes, idioma e detalhes parecidos)VisívelInalterado
O fato de você usar uma VPNNão se aplicaMuitas vezes visível para a rede e para os sites

Três pontos desta tabela surpreendem muita gente.

A maior parte do conteúdo das páginas já é criptografada. Sites cujo endereço começa com https:// criptografam a página, suas senhas e suas mensagens entre o seu navegador e o site, com ou sem VPN. O que a VPN acrescenta na rede de um café ou de um hotel é que a rede local deixa de ver quais sites você visita e que as conexões não criptografadas também passam dentro do túnel.

O provedor de VPN vê o que o seu provedor de internet via antes. Ele também não consegue ler páginas HTTPS, mas sabe quais sites você acessa e quando. Se ele guarda essa informação, e por quanto tempo, depende da empresa e da política de privacidade dela.

Uma VPN costuma ser reconhecível. Seu provedor de internet vê um fluxo constante de dados criptografados para um único endereço, e esse endereço muitas vezes pertence a uma empresa de VPN conhecida. Os sites comparam o seu endereço IP com listas de servidores VPN. O guia da FTC observa que os sites podem conseguir perceber que você usa um app de VPN. Explicamos como as redes reconhecem o tráfego de VPN em O que é inspeção profunda de pacotes (DPI)? e como os sites identificam endereços de VPN em VPN ou proxy detectado.

Uma VPN mal construída também pode vazar. Se o app não envia pelo túnel as suas consultas DNS (a etapa que transforma o nome de um site em um endereço IP) ou o seu tráfego IPv6 (conexões que usam a forma mais nova e mais longa de endereço IP), parte da sua atividade sai pelo caminho de sempre. Como testar isso está em Vazamentos de WebRTC e DNS.

Para que serve uma VPN?

  • Usar Wi-Fi público com mais segurança. Em hotel, café ou aeroporto, quem administra a rede pode ver quais sites os dispositivos conectados acessam. A VPN deixa essa informação entre você e o servidor VPN. O que o dono da rede consegue ou não ver está em Wi-Fi público é seguro?.
  • Trabalhar de casa ou em viagem. É a função original: acessar os servidores de arquivos e as ferramentas internas da empresa pela VPN da própria empresa. A diferença entre isso e um proxy está em Diferença entre proxy e VPN.
  • Manter a sua navegação longe do provedor de internet. Com a VPN ligada, o provedor vê tráfego para um único servidor em vez de uma lista de nomes de sites. Quanto um provedor consegue ver sem ela está explicado em O que é inspeção profunda de pacotes (DPI)?.
  • Esconder o IP da sua casa dos sites que você visita. Os sites registram o endereço IP de cada visitante; com uma VPN, registram o do servidor. Uma janela anônima do navegador não faz isso, como explica A navegação anônima esconde seu endereço IP?.
  • Proteger o dispositivo inteiro, não só o navegador. Uma VPN cobre todos os apps ao mesmo tempo, incluindo atualizações em segundo plano e apps de mensagens, algo que uma configuração do navegador não consegue fazer. Como isso se compara a um serviço de Smart DNS e a um proxy está em Smart DNS, VPN ou proxy.

Protocolos de VPN comparados

Um protocolo de VPN é o conjunto de regras que o app e o servidor usam para montar o túnel: como verificam um ao outro, como combinam as chaves e como criptografam cada pacote. A maioria dos apps escolhe um por você, mas a configuração costuma estar lá com nomes como "Protocolo" ou "Tipo de VPN".

ProtocoloO que éOnde você encontraSituação hoje
WireGuardUm protocolo mais novo, com design propositalmente pequeno; o artigo que o apresentou observa que a versão para Linux cabe em menos de 4.000 linhas de código, o que facilita a revisãoMuitos apps de VPN, como padrão ou como opçãoAtual
OpenVPNSoftware de código aberto que monta o túnel com TLS, a mesma família de criptografia que protege os sites HTTPSApps de VPN, VPNs corporativas, alguns roteadoresAtual
IKEv2/IPsecUm padrão oficial da internet: o IKEv2 verifica os dois lados e define as chaves, o IPsec criptografa os pacotes; lida bem com a troca entre Wi-Fi e dados móveisIntegrado ao Windows e aos dispositivos Apple; muitas VPNs corporativasAtual
SSTPProtocolo da Microsoft que leva o túnel dentro de uma conexão SSL/TLSPrincipalmente Windows e servidores WindowsAtual, centrado na Microsoft
L2TP/IPsecO L2TP monta o túnel, mas não o criptografa; a criptografia vem do IPsecInstalações corporativas antigas; ainda integrado a muitos sistemasLegado
PPTPUm dos protocolos de VPN mais antigosRoteadores e instalações muito antigosInseguro, não use

O artigo do WireGuard descreve o design e a pequena base de código. O IKEv2 é definido na RFC 7296, publicada pela IETF, a entidade que escreve os padrões da internet. O manual de referência do OpenVPN o descreve como software de código aberto que se apoia no OpenSSL, uma biblioteca de criptografia muito usada.

Sobre os protocolos antigos, a Microsoft deixou clara a sua posição. Em um anúncio de outubro de 2024, ela declarou o PPTP e o L2TP obsoletos (deprecated) nas futuras versões do Windows Server, observou que as fraquezas deles são bem documentadas e recomendou o SSTP e o IKEv2 no lugar. A mesma publicação destaca que o IKEv2 mantém a conexão ativa quando o dispositivo troca de rede, e é por isso que ele funciona bem em celulares.

Para uso doméstico, a escolha é simples. Mantenha o padrão do app, que normalmente é WireGuard, IKEv2 ou OpenVPN. Se um app ou um roteador antigo oferecer só PPTP, considere isso um motivo para não usá-lo.

Como ativar e desativar uma VPN?

A maioria das pessoas usa a VPN pelo app do provedor, e o botão grande desse app é o interruptor principal. O sistema operacional também tem as próprias configurações de VPN, onde ficam os perfis de VPN da empresa e onde você pode conferir o que está conectado.

Windows 11

Para adicionar uma VPN manualmente, por exemplo com os dados que o seu trabalho forneceu, abra Configurações > Rede e Internet > VPN e selecione Adicionar VPN. Em Provedor VPN, escolha Windows (nativo), preencha Nome da conexão, Nome ou endereço do servidor, Tipo de VPN e Tipo de informações de entrada e selecione Salvar.

Para conectar, selecione na barra de tarefas os ícones de rede, volume e bateria e depois VPN. Com uma única VPN configurada, a configuração rápida da VPN funciona como um botão de liga e desliga; com várias, escolha Gerenciar conexões VPN, selecione uma e depois Conectar. Quando a conexão está ativa, aparece Conectado abaixo do nome dela em Configurações, e o ícone de rede mostra um escudo azul. Para desconectar, desative de novo a mesma configuração rápida da VPN. A página de ajuda da Microsoft traz a lista completa de etapas. Para um serviço de VPN de uso pessoal, a mesma página sugere procurar o app do serviço na Microsoft Store.

iPhone

No iPhone, um serviço de VPN normalmente é instalado como app da App Store e ligado e desligado dentro desse app. Enquanto uma VPN está conectada, um ícone VPN aparece na barra de status, no topo da tela.

A empresa ou a instituição de ensino pode, em vez disso, enviar a você um perfil de configuração com ajustes de VPN. O manual da Apple mostra os perfis instalados em Ajustes > Geral > Gerenciamento de VPN e Dispositivos. Ao tocar em um perfil, você pode apagá-lo, e apagar um perfil também remove os ajustes que vieram com ele. Não apague um perfil exigido pelo seu empregador sem perguntar antes.

Android

Abra o app Configurações e vá em Rede e Internet > VPN. Se não encontrar, pesquise "VPN" nas Configurações; os nomes dos menus variam conforme o fabricante do celular. Para adicionar uma VPN recebida do administrador, toque em Adicionar, digite os dados e toque em Salvar. Para conectar, toque na VPN, digite seu nome de usuário e sua senha e toque em Conectar. Se a VPN vier de um app, o próprio app será aberto.

Para desconectar, toque no ícone de configurações ao lado da VPN e desative-a; Esquecer remove a VPN por completo. Na mesma tela fica a opção VPN sempre ativa, que mantém a VPN conectada o tempo todo. As etapas estão na página de ajuda do Android sobre VPN do Google.

Quando a VPN volta a ligar sozinha

Se uma VPN volta depois que você a desliga, alguma coisa continua ligando-a. No Android, verifique se a opção VPN sempre ativa está ativada para ela. No iPhone, o artigo de suporte da Apple sugere abrir os Ajustes, deslizar para baixo para revelar o campo de busca e pesquisar "VPN" e "perfil" para encontrar todos os lugares em que uma VPN foi configurada. O artigo também avisa que um ajuste pode voltar mais tarde se o software que o criou ainda estiver em uso. Nesse caso, desative o recurso dentro do app de VPN ou apague o app e cancele a assinatura vinculada a ele.

VPNs gratuitas são seguras?

Manter servidores VPN custa dinheiro: máquinas, banda e equipe. Uma VPN gratuita paga isso de outro jeito. O guia da FTC diz com todas as letras: muitos apps de VPN são gratuitos porque vendem publicidade dentro do app ou porque compartilham suas informações com terceiros ou enviam o seu tráfego por meio deles.

Uma medição conhecida de apps de VPN é um estudo de 2016 feito por pesquisadores do Data61 (CSIRO), da UNSW, do ICSI e da UC Berkeley, apresentado na ACM Internet Measurement Conference. Eles examinaram 283 apps Android que usam a permissão de VPN, selecionados entre mais de 1,4 milhão de apps do Google Play. As conclusões:

  • 75% dos apps continham bibliotecas de rastreamento de terceiros, e 82% pediam acesso a dados sensíveis, como contas e mensagens de texto.
  • Mais de 38% apresentavam algum sinal de malware segundo o VirusTotal, um serviço online que analisa arquivos com vários mecanismos antivírus.
  • 18% montavam o túnel sem criptografia, embora prometessem segurança.
  • Cerca de 84% não enviavam o tráfego IPv6 pelo túnel, e 66% não enviavam o tráfego DNS.
  • Quatro apps interceptavam conexões HTTPS criptografadas, e dois injetavam JavaScript nas páginas para publicidade e rastreamento.

O estudo é de 2016 e cobre apenas o Android, então leia as porcentagens como um retrato daquele mercado, não do atual. A lição não envelheceu: um app de VPN fica no único ponto em que pode ver e alterar todo o seu tráfego, e a página da loja não diz nada sobre o que ele faz ali.

Se você está pensando em uma VPN gratuita ou barata, verifique quatro coisas. Quem a mantém, e onde fica a sede da empresa? O que a política de privacidade diz que ela registra e compartilha? Quais permissões o app pede além da própria VPN? Ele mostra anúncios ou limita seus dados, e como ganha dinheiro? As mesmas perguntas valem para proxies gratuitos, que analisamos em Proxies gratuitos e sites de web proxy são seguros?.

VPN ou proxy: qual é a diferença?

Uma VPN funciona no nível do sistema operacional: cobre todos os apps do dispositivo e criptografa tudo até o servidor dela. Um proxy funciona no nível de um único app: você informa o endereço dele em um navegador ou programa, só o tráfego desse programa passa por ele, e o proxy não acrescenta criptografia própria. Sites com HTTPS continuam criptografados de ponta a ponta nos dois casos. A comparação completa está em Diferença entre proxy e VPN, e o básico sobre proxies, em O que é um servidor proxy?.

Quando o proxy é a ferramenta mais adequada?

Uma VPN foi feita para proteger o dispositivo de uma pessoa. Algumas tarefas pedem outra coisa:

  • Só um app deve mudar de endereço. Você quer que um único navegador ou ferramenta apareça em outra localização enquanto o resto do dispositivo mantém a conexão normal. Um proxy configurado nesse app faz exatamente isso.
  • Você precisa de muitos endereços IP ou quer escolher a cidade. Uma VPN geralmente dá um único endereço de servidor, muitas vezes compartilhado com vários outros usuários. Proxies residenciais permitem escolher o país e a cidade e trocar o endereço sempre que você precisar.
  • Você coleta dados públicos a trabalho. Monitoramento de preços, acompanhamento de resultados de busca e pesquisa de mercado enviam muitas requisições; um conjunto de endereços rotativos as distribui de um jeito que um único servidor VPN não consegue.
  • Cada conta precisa do próprio endereço. Equipes que gerenciam várias contas empresariais mantêm cada uma em um endereço próprio e estável, em vez de uma saída de VPN compartilhada.
  • Um programa aceita proxy, mas não VPN. Muitos apps de desktop e scripts têm um campo de proxy; Proxies SOCKS5 funcionam neles com qualquer tipo de tráfego.

Para deixar claro o que vendemos: a Proxynet oferece proxies, não um serviço de VPN. Se o que você precisa é de uma conexão criptografada para o notebook inteiro no Wi-Fi do hotel, a ferramenta certa é uma VPN, e para os sistemas do trabalho, a VPN do seu empregador.

Erros comuns

  • Tratar a VPN como ferramenta de anonimato. Você continua logado nas suas contas, seus cookies continuam lá e o seu navegador mantém o fingerprint, como explicamos em O que é fingerprint do navegador?. A VPN muda o seu endereço, não quem você é para um site.
  • Instalar o primeiro app gratuito da loja. O app que você escolher vê todo o seu tráfego. Verifique quem o mantém e como ele ganha dinheiro antes de se conectar.
  • Escolher PPTP porque conecta fácil. Ele conecta fácil porque é antigo. Escolha WireGuard, IKEv2 ou OpenVPN.
  • Supor que a VPN continua conectada. Se a conexão cair, o tráfego pode sair sem ela. No Android, a opção VPN sempre ativa mantém a conexão; confira o ícone de status antes de fazer algo sensível.
  • Desligar a VPN da empresa "para ficar mais rápido". Os sistemas de trabalho muitas vezes só aceitam conexões que chegam por ela, e a política de TI provavelmente a exige.
  • Esperar que a VPN impeça phishing ou vírus. A VPN protege o caminho, não o que você baixa nem onde digita a sua senha.

Guia de decisão

Sua necessidadeSugestão
Navegar no Wi-Fi de hotel, café ou aeroportoVPN de um provedor em que você confia, ou os dados móveis do seu celular
Acessar os sistemas internos da sua empresaA VPN fornecida pelo seu empregador
Manter sua navegação longe do provedor de internetVPN, sabendo que o provedor de VPN passa a ver essa navegação
Mudar o endereço de um único navegador ou appProxy
Muitos endereços, uma cidade escolhida ou rotação para coleta de dadosProxies residenciais rotativos
Um endereço estável para cada conta de trabalhoProxy ISP estático ou proxy dedicado
Um roteador antigo só oferece PPTPNão use; escolha outro protocolo ou outro dispositivo

Perguntas frequentes

A VPN me deixa anônimo?

Não. Ela esconde o seu endereço IP dos sites e a sua navegação da rede local e do seu provedor de internet. O provedor de VPN ainda consegue ver quais sites você acessa, e os sites continuam reconhecendo você pelos logins, cookies e navegador. A FTC descreve isso como uma transferência de confiança, não como o fim dela.

A VPN deixa a internet mais lenta?

Um pouco, na maioria dos casos. O seu tráfego faz uma parada extra no servidor VPN e é criptografado no caminho, então as páginas podem abrir um pouco mais tarde. Um servidor distante, ou compartilhado por muitos usuários, aumenta a diferença.

Devo deixar a VPN sempre ligada no celular?

Depende de onde você está. Em redes que você não controla, como Wi-Fi público, faz sentido deixá-la ligada. Na rede de casa ou nos dados móveis, alguns serviços bancários e locais podem pedir verificações extras quando veem um endereço de VPN, por isso muita gente só liga a VPN quando precisa.

Na maioria dos países, sim, e as empresas usam VPN todos os dias. Alguns países restringem VPNs, e o que você faz por meio de uma VPN continua sujeito à lei e aos termos de uso de cada site. Os detalhes por país estão em Usar VPN ou proxy é legal?.

Meu provedor de internet consegue ver que eu uso VPN?

Normalmente, sim. Ele não consegue ler o que passa pelo túnel, mas vê tráfego criptografado indo para um único servidor, e o endereço desse servidor muitas vezes pertence a uma empresa de VPN conhecida. A VPN esconde o conteúdo, não o fato de que uma VPN está em uso.

Por que alguns sites mostram o aviso "VPN ou proxy detectado"?

Muitos endereços de servidores VPN aparecem em bancos de dados que os sites consultam, e um mesmo endereço é compartilhado por muitos usuários ao mesmo tempo. Sites que veem atividade incomum vindo de um endereço assim podem pedir uma verificação ou recusar a conexão. Os motivos e o que você pode fazer estão em VPN ou proxy detectado.

Em resumo

Uma VPN coloca o tráfego do seu dispositivo inteiro em um túnel criptografado que termina em um servidor VPN. A rede local e o seu provedor de internet veem apenas dados criptografados indo para esse servidor, e os sites veem o endereço IP do servidor. Ela foi criada para acessar redes corporativas e continua sendo a ferramenta certa para isso e para redes Wi-Fi em que você não confia. Ela não garante anonimato: o provedor de VPN passa a ver o que o seu provedor de internet via, e suas contas, seus cookies e seu navegador continuam identificando você. Use um protocolo moderno, como WireGuard, IKEv2 ou OpenVPN, evite o PPTP e tenha cuidado com apps gratuitos, porque o app que você escolher pode ver tudo o que você envia. Quando a tarefa é mudar o endereço de um único app, escolher uma cidade ou trabalhar com muitos endereços, um proxy se encaixa melhor; você pode comparar as opções na nossa página de serviços de proxy.