Proxy ISP ou residencial: diferenças e qual escolher

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Acar Diveroli
Autor: Acar Diveroli
À esquerda da linha VS, caixas ISP fixas do mesmo bloco; à direita, um pool amplo com um único nó de saída azul ativo

Imagine uma agência: todos os dias ela entra nos painéis de anúncios e de loja de dez clientes e, ao mesmo tempo, coleta preços de vinte países para esses mesmos clientes. Os dois trabalhos precisam de um IP que "pareça internet doméstica", mas as necessidades são opostas. O lado dos painéis quer chegar todos os dias do mesmo endereço; o lado da coleta de preços quer espalhar milhares de requisições por muitos endereços. É exatamente aí que aparece a diferença entre proxy ISP e proxy residencial: nos dois casos o site de destino enxerga um IP que pertence a um provedor de internet, mas muda onde esse IP fica, por quanto tempo ele permanece com você e o que é cobrado.

Neste artigo montamos a comparação em quatro eixos concretos: em nome de quem o IP está registrado (o registro ASN), onde o IP fica fisicamente, o que é pago e por quanto tempo a mesma identidade permanece com você. Explicamos em detalhe o que é um ASN e como os sites rotulam um endereço como "ISP" ou "hospedagem"; depois passamos para a diferença de configuração, para os pontos fracos de cada tipo e para qual deles escolher em cada trabalho.

Qual é a diferença básica entre proxy ISP e proxy residencial?

Proxies ISP também é conhecido como "proxy residencial estático"; os dois nomes descrevem o mesmo produto. O bloco de endereços está registrado em nome de um provedor de internet (ISP), mas a máquina que transporta o tráfego não é um modem em uma casa, e sim um servidor em um data center. Você recebe uma quantidade definida de IPs, e esses endereços ficam só com você durante o período de locação. A definição completa está na página do produto; aqui o foco é a comparação.

Proxies residenciais, por sua vez, dá acesso a um pool de conexões reais de casas e escritórios por meio de um único gateway. Você não escolhe por qual IP vai sair; escolhe o país, a cidade e a duração da sessão, e o gateway atribui um endereço que atenda a esse critério.

O ponto em comum dos dois produtos é que, na consulta de IP feita pelo site de destino, aparece um provedor de acesso, e não uma empresa de hospedagem. Para entender esse ponto em comum, primeiro é preciso olhar para o ASN.

O que é ASN e como ele mostra a quem um IP pertence?

A internet não é uma rede única; ela é formada por dezenas de milhares de redes independentes conectadas entre si, cada uma com as próprias regras de roteamento. Cada uma dessas redes se chama sistema autônomo (Autonomous System, AS). A RFC 1930 define sistema autônomo como um grupo de prefixos IP administrado por um ou mais operadores de rede e com uma política de roteamento única e claramente definida. Um provedor de acesso, uma empresa de nuvem ou uma universidade pode operar o próprio sistema autônomo.

O ASN (Autonomous System Number) é o número dessa rede e é escrito com o prefixo AS. No início os números tinham 16 bits; quando começaram a se esgotar, a RFC 6793 os ampliou para 32 bits. A distribuição é hierárquica: a IANA entrega blocos de números aos cinco registros regionais de internet, e eles os distribuem às organizações. A região em que Türkiye se encontra é atendida pelo RIPE NCC. Como o RIPE NCC explica em sua página sobre números AS, qualquer organização pode obter um ASN, como membro ou com o patrocínio de um membro.

A relação entre um ASN e um IP se forma assim. Cada sistema autônomo anuncia às redes vizinhas, pelo protocolo BGP, os blocos de IP que possui ou que tem direito de usar: "o tráfego para esta faixa de endereços deve vir para mim". Esses anúncios aparecem em tabelas de roteamento públicas. Por isso qualquer pessoa pode consultar em qual bloco um endereço está e qual sistema autônomo anuncia esse bloco. Ao digitar um IP em ferramentas abertas como o RIPEstat, você vê o bloco, o ASN que o anuncia e o titular registrado desse ASN.

O que importa para proxies é o seguinte: o titular de um ASN é um nome de organização, não um "tipo". No registro não existe um campo dizendo "esta rede é internet doméstica". Quem decide se um endereço conta como "ISP" ou "hospedagem" não são os registros, e sim bancos de dados de terceiros que interpretam esse registro. É aí que começa o destino comum dos dois tipos de proxy.

Como os sites classificam um IP como "ISP" ou "hospedagem"?

Quando você se conecta a um site, o outro lado não lê registros ASN um por um. Ele deixa esse trabalho para bancos de dados de inteligência de IP já prontos. O fluxo é mais ou menos este:

  1. A requisição chega. A camada de segurança do site pega o endereço IP de origem da conexão.
  2. O banco de dados é consultado. O IP é procurado em um banco de dados mantido localmente ou acessado por API; a resposta volta em poucos milissegundos.
  3. O rótulo é lido. A resposta traz o ASN, o nome da organização e um rótulo de tipo. A IPinfo, por exemplo, informa em sua documentação de ASN que atribui a cada ASN um dos tipos isp, hosting, business, education ou government. Já a MaxMind define, no nível do endereço, tipos de usuário como "residential", "hosting", "cellular" e "business".
  4. A regra é aplicada. O site age de acordo com esse rótulo: ao tráfego rotulado como hosting ele pode exibir uma verificação extra na página de login, e o tráfego rotulado como isp pode ser recebido como um visitante comum.

O detalhe que costuma passar despercebido é como o rótulo é gerado. A MaxMind escreve que obtém seus dados de tipo de usuário não só das informações de registro, mas também de padrões de tráfego e de uso. Ou seja, a classificação tem duas entradas: em nome de quem o endereço está registrado e como esse endereço se comporta.

Essas duas entradas explicam separadamente a situação de cada tipo de proxy. No proxy residencial as duas apontam para um usuário doméstico: o bloco é de um provedor de acesso e atrás do endereço há uma linha de assinante real. No proxy ISP a primeira entrada é a mesma, pois o bloco está registrado em nome de um ISP. A segunda é diferente: o endereço fica em um servidor, permanece ligado o dia inteiro e gera um tráfego muito mais regular do que uma linha doméstica. Por isso o mesmo bloco pode aparecer como isp em um banco de dados e como hospedagem em outro, e o rótulo pode mudar com o tempo. A relação do aviso "VPN ou proxy detectado" com esses rótulos está em nosso artigo sobre esse aviso, e a pontuação de risco que se soma ao rótulo, em nosso artigo sobre IP fraud score. Como o lado do data center aparece na mesma consulta está em Diferença entre proxy residencial e datacenter.

Onde o IP fica: em um dispositivo doméstico ou no data center?

No proxy residencial, a sua requisição sai do gateway, vai até uma linha de assinante real e de lá segue para o site de destino. Como há uma conexão doméstica no meio, a velocidade depende da capacidade dessa linha e da carga dela naquele momento. O dispositivo pode ser desligado, o modem pode reiniciar e receber outro endereço; o gateway coloca outro ponto de saída no lugar daquele que ficou offline. Por que o endereço muda com frequência nas linhas domésticas está em nosso artigo sobre IP estático e IP dinâmico, e como o mesmo IP público é compartilhado entre muitos assinantes, em nosso artigo sobre CGNAT.

No proxy ISP não há casa no meio. O endereço está registrado em nome de um ISP, mas atribuído a um servidor no data center; a conexão sai direto para o backbone. A latência é baixa e estável. O preço disso é a entrada de "comportamento" que explicamos acima: um endereço sempre ligado e de alta capacidade não se comporta como uma linha doméstica.

Para a lógica diferente dos IPs de operadoras móveis: Proxy residencial ou móvel: comparativo.

Comparação entre ISP e residencial em quatro eixos

CritérioProxy ISP (residencial estático)Proxy residencial
Em nome de quem o IP está registradoProvedor de internetProvedor de internet
Onde o IP ficaServidor de data centerLinha de assinante real
Duração da identidadeFixa durante a locação, a mesma na renovaçãoMuda a cada requisição ou permanece durante a sessão sticky
CobrançaMensal por IP, tráfego ilimitadoPor GB, descontado do saldo
Velocidade e latênciaAlta e estávelVariável conforme a linha
Escolha de localizaçãoLista de países limitadaSegmentação por país, cidade e ASN
AutenticaçãoUsuário e senha ou whitelist de IPNa maioria das vezes usuário e senha, com parâmetros no nome de usuário
Trabalho típicoLogin em painéis, sessões longas, API que exige whitelistColeta de dados em muitos países, verificação de conteúdo por localização

Por que a cobrança é diferente: por IP ou por GB?

A unidade de medida acompanha o lugar onde o custo nasce. No proxy ISP, a despesa do provedor é o bloco de endereços e o servidor; o tráfego passa pelo backbone e o custo unitário dele é baixo. Por isso o pagamento é mensal por IP, sem cota. Na Proxynet, o preço mensal de um IP ISP dedicado a um único usuário começa em R$ 9,3 e cai para R$ 5,2 conforme o saldo aumenta.

No proxy residencial há uma linha real atrás de cada requisição, e o custo nasce à medida que o recurso é usado. Por isso o pagamento é pelo volume de dados transferido: você carrega saldo, os GB usados são descontados dele e não há limite de conexões simultâneas. O preço do GB residencial fica entre R$ 17 e R$ 7,8. As faixas atuais estão nas páginas de preços de ISP e residencial.

Qual dos dois sai mais barato você descobre medindo o seu próprio trabalho:

  • Custo residencial = requisições por mês × tamanho médio da resposta × preço do GB.
  • Custo ISP = quantidade de IPs necessários × preço mensal por IP.

Um trabalho que busca páginas HTML leves e precisa espalhar as requisições por muitos endereços sai barato no residencial. Já um trabalho que abre páginas cheias de imagens e passa horas por dia em sessão faz o contador de GB girar rápido; o mesmo trabalho cai para um valor mensal fixo com alguns IPs ISP. Para trabalhos com tráfego muito alto, vale olhar também a página de proxy de alta largura de banda.

Duração da identidade: IP fixo mensal ou sessão sticky?

O quarto eixo decide sozinho a maioria dos casos: por quanto tempo o outro lado deve ver você com o mesmo endereço?

No proxy ISP a resposta é "o mês inteiro". O endereço não muda durante a locação; se você prorrogar pelo painel antes do vencimento, continua com o mesmo IP. É a lógica de Proxies estáticos com aparência residencial.

No proxy residencial há dois modos. No modo rotativo, cada requisição sai do pool com um endereço diferente. No modo sticky, o mesmo endereço fica com você pela duração de sessão escolhida no painel; essa duração fica entre 1 e 60 minutos; não se mede em meses. Os detalhes estão na página Proxies de sessão fixa. Uma sessão sticky basta para concluir um fluxo de carrinho ou um formulário de várias etapas; o que ela não garante é recuperar o mesmo endereço no dia seguinte, porque aquela linha doméstica pode estar offline na hora. O funcionamento dos modos de rotação é tratado à parte em nosso artigo sobre rotação de IP.

Regra prática: se o seu trabalho se mede em "sessões", o residencial sticky basta; se ele se mede em "vida da conta", é preciso ISP.

Como se usa um proxy ISP e em que a configuração difere do residencial?

No proxy ISP você recebe uma lista. Cada linha é um IP separado; é você quem decide qual conta usa qual linha. O protocolo (HTTP, HTTPS ou SOCKS5) pode ser trocado pelo painel. Para a autenticação há dois caminhos: usuário e senha, ou adicionar o IP do seu próprio servidor à whitelist. Comparamos os prós e os contras dos dois métodos em Autenticação de proxy: user:pass ou whitelist de IP.

No proxy residencial há um único endereço de gateway, e o pool inteiro fica atrás dele. País, cidade, ASN e duração da sessão são escolhidos no Gerador de endpoints do painel; a ferramenta grava essas escolhas no nome de usuário e gera uma linha de conexão pronta para copiar. Não importa quantos países você selecione, todas as linhas se conectam ao mesmo endereço e à mesma porta.

Em termos de formato, a diferença é parecida com isto:

text
Proxy ISP          203.0.113.24:port:user:pass      cada linha é um IP separado e fixo
                   203.0.113.87:port:user:pass
Proxy residencial  pr.proxynet.io:8000:user:pass    um único endereço, com o pool atrás

No navegador ou no seu próprio script, os dois são definidos com os mesmos quatro campos: endereço, porta, usuário e senha. A diferença é que no ISP você informa, em cada perfil, uma linha diferente da lista, e no residencial você multiplica o mesmo endereço com parâmetros diferentes no nome de usuário. Como definir um proxy por perfil está em O que é um navegador antidetect e como ele funciona?.

Quais são os pontos fracos do proxy ISP?

Proxy ISP contratado para o trabalho errado é dinheiro perdido; conhecer as desvantagens facilita a escolha.

  • Risco de vizinhança. Os endereços ISP vêm de blocos consecutivos; os endereços vizinhos na mesma sub-rede /24 (um bloco de 256 endereços) podem estar com outros clientes. Se um site restringe o bloco inteiro em vez de um único IP, você também paga pelo comportamento do vizinho. A lógica do bloqueio por bloco está em nosso artigo sobre blacklist de IP.
  • Localizações limitadas. Não é em todo país que se consegue fechar acordo de blocos de endereços com ISPs. A lista de países do proxy ISP é curta em comparação com o pool residencial, e quase nunca há escolha por cidade.
  • Reclassificação. Como os bancos de dados também olham o comportamento, um bloco que hoje aparece como isp pode, depois de um tempo, ser rotulado como hospedagem em alguns serviços. Confira o rótulo na compra e durante o uso.
  • Sem rotação. Se você comprou cinco IPs, tem cinco identidades; se empilhar milhares de requisições nesses cinco endereços, vai bater rapidamente no limite de taxa do site de destino.

Quais são os pontos fracos do proxy residencial?

  • Sem garantia de continuidade. O ponto de saída é uma linha doméstica; ela pode cair no meio da sessão. As operações longas precisam caber na duração da sessão sticky.
  • Velocidade variável. Duas requisições seguidas podem voltar em tempos muito diferentes; não combina com trabalhos sensíveis à latência.
  • O custo de tráfego pode ser difícil de prever. Páginas pesadas e vídeos com reprodução automática incham o contador de GB; na automação de navegador, desativar o carregamento de imagens e mídia é o primeiro passo de economia.
  • Não combina com serviços que exigem whitelist de IP. Se o outro lado diz "informe o seu IP fixo", não dá para cumprir essa condição com um pool rotativo.

Qual usar em cada trabalho?

Trabalhos que combinam com o proxy ISP:

  • Agências que gerenciam contas de clientes. Entrar na conta de anúncios ou de loja de cada cliente a partir de um endereço fixo reservado para essa conta reduz os pedidos de verificação extra. Vale apenas para contas que você tem autorização para gerenciar; os detalhes estão na página de proxy para redes sociais.
  • Painéis de vendedor em marketplaces. Conectar-se ao painel do vendedor todos os dias pelo mesmo IP deixa um histórico de login consistente, mesmo com a equipe trabalhando em cidades diferentes: proxy para e-commerce.
  • APIs e serviços que exigem whitelist de IP. Se a internet do escritório é dinâmica, quem fornece o endereço de saída fixo é o proxy ISP. Os limites desse cenário estão em nosso artigo sobre IP estático para acesso a API.

Trabalhos que combinam com o proxy residencial:

  • Coleta de dados em muitos países e em grande volume. Espalhar as requisições por um pool amplo reduz a carga em cada endereço: extração de dados.
  • Ver conteúdo que muda conforme a localização. Se o preço do mesmo produto ou o resultado da mesma busca muda de cidade para cidade, é preciso segmentação por cidade: monitoramento de preços e proxy para SEO.
  • Verificação de anúncios. Conferir se o anúncio aparece de fato na região e na operadora que a campanha tem como alvo: verificação de anúncios.

Para alvos sem proteção e para testar os seus próprios sistemas, os dois são demais; ali basta Proxies de datacenter.

Erros comuns na hora de escolher

  1. Contratar residencial rotativo para trabalho com contas. Uma conta que aparece de outra cidade a cada login parece uma conta roubada para o sistema de segurança da plataforma. Trabalho com contas pede endereço fixo.
  2. Entrar em coleta de dados em massa com meia dúzia de IPs ISP. Endereço fixo não substitui rotação; o limite de taxa é contado por IP.
  3. Fazer orçamento de residencial sem medir o tráfego. Rode primeiro um teste pequeno, meça o tamanho médio da resposta e só depois preencha a fórmula.
  4. Achar que o tipo de IP responde a tudo. A taxa de requisições, a impressão digital do navegador e o comportamento dos cookies também são avaliados. Respeitar o robots.txt e o limite de taxa do site vem antes da escolha do IP.

Para uma lista geral de verificação antes da compra, veja nosso guia de compra de proxy.

Guia de decisão

Sua necessidadeRecomendação
Login na mesma conta pelo mesmo IP durante mesesISP
O outro lado pede que você informe um IP fixo (whitelist)ISP
Sessão de tráfego alto que fica aberta por horas todos os diasISP
Coletar preços ou resultados de busca de vinte paísesResidencial (rotativo)
Localização no nível de cidade ou operadoraResidencial
Fluxo curto de várias etapas, como carrinho ou formulárioResidencial (sticky)
Login em painéis e também coleta de dadosOs dois juntos: painéis no ISP, coleta no residencial
Alvo sem proteção, teste dos seus próprios servidoresDatacenter

A resposta para a agência do início é a linha "os dois juntos" da tabela. Como o saldo é comum a todos os produtos, usar os dois tipos na mesma conta não exige nenhuma configuração adicional.

Perguntas frequentes

Proxy residencial estático e proxy ISP são a mesma coisa?

Sim. Os nomes "residencial estático", "proxy ISP" e "residencial ISP estático" descrevem o mesmo produto: um IP registrado em nome de um provedor de internet, hospedado em data center e que não muda durante a locação.

O proxy ISP sai de uma casa de verdade?

Não. O bloco de endereços está registrado em nome de um ISP e por isso as consultas mostram um provedor de acesso, mas quem transporta o tráfego é um servidor no data center, e não um dispositivo em uma casa.

Consigo manter o mesmo IP por um mês no proxy residencial?

Não. A sessão sticky mantém o endereço pelo tempo que você escolher no painel, e esse tempo chega no máximo a 60 minutos, não a meses. Se você precisa do mesmo endereço por um mês, o produto certo é o proxy ISP.

O tráfego do proxy ISP é ilimitado mesmo?

Nos proxies ISP da Proxynet não há cota nem cobrança adicional por GB; o pagamento é pela quantidade de IPs e pelo prazo. Tráfego ilimitado não elimina o limite de taxa do site de destino: se você enviar requisições com muita frequência a partir de um único IP, o site responde com 429.

Como descubro o ASN e o tipo de um IP?

Ao digitar o IP em uma ferramenta aberta como o RIPEstat, você vê o ASN que anuncia o bloco e a organização registrada. Já o rótulo de tipo (ISP, hospedagem, móvel) não faz parte do registro; ele é gerado pelos serviços de inteligência de IP e pode variar de um serviço para outro. Por que os dados de localização podem ser inconsistentes está em nosso artigo sobre a precisão da geolocalização por IP.

Faz sentido usar os dois no mesmo projeto?

Para a maioria das equipes, essa é a divisão sensata. Os trabalhos que carregam identidade (login em painéis, serviços que exigem whitelist) ficam com alguns IPs ISP fixos, e os que carregam volume (varredura, verificação de localização) ficam com o pool residencial.

Em resumo

Proxy ISP e proxy residencial entram pela mesma porta: nos dois, o site de destino vê um provedor de internet na consulta de ASN. Eles se separam em onde o endereço fica e por quanto tempo ele permanece com você. O proxy ISP é um endereço hospedado em data center, que não muda o mês inteiro, é pago por IP e tem tráfego ilimitado; combina com trabalhos medidos pela vida de uma conta. O proxy residencial é um pool rotativo de linhas domésticas reais, pago por GB e com escolha de país e cidade; combina com trabalhos medidos por volume e por localização. Para ver os dois produtos e os outros tipos lado a lado, acesse nossa página de produtos de proxy.